fiteiro - 1ª filial


uma viagem do peru [arequipa - segunda jornada]

  

Esta porta leva a uma verdadeira cidade murada, habitada por mais de 800 mulheres a partir do final do século XVI. É o Monastério Santa Catalina, que teve a maior parte de suas dependências abertas ao público a partir dos anos 1970. Pelo menos 30 religiosas se abrigam numa parte reservada, mas com o direito de ter contato com outras pessoas.

Por essa portinha giratória, as famílias nobres depositavam alimentos, jogos de porcelana e outros objetos para uso da noviça. E ainda tinham que anualmente pagar uma fortuna para a manutenção da candidata a freira. Por tradição, a primeira filha herdaria o dote e poderia se casar. A segunda viraria religiosa e a terceira deveria ficar com os pais para cuidá-los na velhice. A mesma coisa com os filhos homens, sendo que o terceiro deveria ser militar. Os restantes ficariam livres para decidirem seus destinos, mas sem dinheiro.

 

No lado direito, a tal da portinha giratória. A grade de madeira era por onde se podia conversar com a família, mas sempre com uma freira mais velha de lado, para impedir a privacidade.

 O pátio da ala das noviças. Elas permaneceriam por quatro anos até serem admitidas como freiras.

 

Para não dizer mais nada.

A visita a um lugar tão extenso é mais proveitosa com a ajuda de um guia. Sai, em média, por 15 soles por pessoa, o equivalente a R$ 10.

 

Representação de um quarto de uma noviça. A cama ficava sob um arco para o caso de um terremoto.

Pinturas circundavam o pátio com trechos de orações. Serviam também para alfabetizar com o auxílio de imagens.

 

São 51 quadros, mas...

 

...pularam o número 19 e ninguém percebeu ao longo dos séculos. Ou ninguém se arriscou a comentar.

Lugar onde se velavam as religiosas mortas, que eram enterradas em cemitério próprio.

 As falecidas eram pintadas em quadros, a maioria com os olhos fechados.

 Móveis adornados.

 O anjo guerreiro.

 

No detalhe, a peleja.

As freiras podiam viver isoladas ou em duplas e trios, mas sempre tendo parentesco entre elas. O trabalho pesado era feito por servas, até quatro por freira, que também perdiam contato com o exterior e dormiam no chão. Para mim, as verdadeiras santas da história.

No século XVIII, as servas foram dispensadas e o trabalho passou a ser comunitário. Uma cozinha maior passou a ser usada.

 

Detalhe do filtro de pedra.

 Uma das ruas internas do monastério.

 

A pintura original de época era o banco.

 

Passou a ter outras cores, como o ocre, para designar as partes que eram de uso comum.

 

 A lavanderia, que ainda funciona.

 

Jesus, Maria, José.

 

Uma fonte para acalmar os ânimos.

O poço que hoje recebe moedinhas dos visitantes. O desejo de muitas, na época, deveria ser um só.

 

Espaço para visitar com calma e tempo.

 

O guarda de trânsito na entrada no monastério é figuraça.

 

Na Plaza de Armas, gravação de uma campanha de trânsito com um sósia de Kiko, da Turma do Chaves.

Até que parecia. A meninada esperando para pedir autógrafo.

 

Pausa para uma cerveja local.

 E o almoço: pedacinhos fritos de porco e batata.

E rocotos rellenos, que parecem pimentões recheados, mas é pimenta mesmo, em tamanho gigante. A Arequipeña salvou.

Neste lugar repousa a múmia de Juanita, uma criança inca de aproximadamente 13 anos de idade que foi encontrada a seis mil metros de altura, perfeitamente conservada. De família nobre, ela sabia que seria morta.

Não é permitido fazer fotos. Vale uma visita para conhecer os artefatos que eram depositados junto aos corpos sacrificados, porque mais três múmias estão preservadas.

Lugar para se comprar artesanato.

O Misti visto do aeroporto. Adiós, Arequipa.



Escrito por paulo goethe às 08h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


uma viagem do peru [última etapa: lima]

 

De volta a Lima, um dia para compras e últimos passeios antes do retorno. Na praça principal de Miraflores, exposição de cartuns e "desfile" ao ar livre.

 Gatos em atitude suspeita.

 

Barranco é o bairro boêmio, a 4 soles de Miraflores. Muitos bares e casas de show. Mas durante o dia parece de família. É o lugar onde se concentram as Peñas, lugares de shows com ritmos peruanos. A mais famosa, a Del Carajo [é isso mesmo] só abria no final de semana.

Parece que acordam tarde por aqui.

A Ponte Dos Suspiros de Barranco.

 

E o Auto Da Compadecida de Ariano cruzou os Andes.

 

A música peruana vive o embate entre os folcloristas e os bregas, que levam a melhor na TV. Impagável o programa La Noche Del 11, com uma hora de bandas que se destacam mais pelos trajes e coreografias.

 

As bandas masculinas são formadas por mais de dez elementos, com pelo menos quatro vocalistas, todos fardados.

 

O tema das músicas é pedindo sempre a volta.

As bandas femininas valorizam mais os atributos físicos das componentes.

 

Pelo menos uma delas canta. 

Fim de jornada no pacífico.



Escrito por paulo goethe às 07h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 fiteiro, a matriz [2004-2008]