fiteiro - 1ª filial


uma viagem do peru [puno e o lago titicaca]

Situada a 3,8 mil acima do nível do mar, Puno é base peruana para os passeios turísticos no lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo. A cidade em si não tem atrativos, é um amontoado de casas sem acabamento que despeja seus esgotos diretamente no que era um local sagrado para os incas e outros povos que viveram nestas bandas.

Subir na vida tem seus efeitos colaterais. O "soroche" cobrou de novo a sua parte e nem o chá de folhas de coca espanta o enjôo e o efeito de sentir que leva "três tijolos" na cabeça.

A Plaza de Armas de Puno é minúscula em relação às de Lima e de Cuzco, mas é cenário para fotos de um casal de noivos.

Andar com fé eu vou, que a polícia não pode falhar.

Cruz enfeitada fora da igreja. Explicações mais abaixo, em Arequipa.

A banda escolar salesiana toca na peatonal, a rua de pedestres onde se concentram as lojas e os restaurantes de Puno. 

Na beira do lago Titicaca, pedalinhos.

O passeio de barco até às ilhas flutuantes dos uros custou 30 soles por pessoa, pagando no hotel. Vindo por conta própria custaria um terço, porque a entrada pode ser comprada no cais por 5 soles. Transporte de táxi, mototáxi ou bicitáxi deveria variar entre 3 e 4 soles, não mais que isso.

O barco nos levou para uma ilha pequena, com pouco mais de seis casas e umas 15 almas. As mulheres que estão nesta foto sumiram depois.

O primeiro ato é contar como se constrói uma ilha com um junco que nasce no Titicaca.

Eis a tal da totora, que chega até a ser alimento dos uros, segundo eles próprios dizem.

O sorridente José, presidente da ilha, mostra como se faz as casas e as embarcações apresentando miniaturas. Não existe mais nenhum descendente direto dos uros, povo que se refugiou no lago para tentar escapar da dominação dos incas e depois dos espanhóis. Apesar de dizer que vive no lugar, o sorridente José não convenceu. Satisfazer os turistas faz parte do trabalho. 

Os barcos menores seriam usados para pescar e coletar ovos de pássaros. 

Do alto da torre de sinalização, avistam-se painéis solares entre as palhas. Alguém deve tomar conta do lugar. Segundo o sorridente José, todo o material à venda é confeccionado pelas próprias mulheres, mas uma almofada oferecida a 30 soles era vendida no comércio de Puno por 10 soles. Exatamente com o mesmo material e o mesmo bordado.

Uma das mulheres resolveu aparecer na despedida. Os turistas são convidados a dar um passeio no grande barco da ilha, mediante a contribuição de 10 soles.

A criancinha vê a leva do dia partir.

Carranca do Titicaca.

O passeio de barco consiste em ir a outra ilha onde existe uma feira de artesanato maior.

Todos os barcos de outras ilhas confluem para ela.

Será um pássaro? 

Será uma embarcação?

Mais totora para novas ilhas.

Turistas são muitos e bem-vindos.

Fim de trabalho para as meninas enfeitadas.

Difícil se equilibrar.

Recuerdos de Toranipata.

De volta a Puno, a opção de entrar no ônibus-museu e conhecer 43 espécies de pássaros que vivem no lago.

Em Puno pululam estas bicicletas transformadas em táxis. Há também motocicletas que fazem o mesmo serviço, com cabine e tudo.

Por mais 30 soles, outra opção de turismo em Puno é sair da cidade para conhecer as ruínas de Sillustrani, a 40 quilômetros de distância.

O local, à beira de um lago menor, foi escolhidos por povos pré-incas para erguer urnas funerárias. Os incas acabaram aperfeiçoando a prática e o negócio cresceu.

O lugar é uma calma só.

Com os incas, as pedras deixaram de ser apenas amontoadas e passaram a ser cortadas e ajustadas.

Há muitos resquícios no lugar.

Algumas torres estão sendo restauradas.

Exemplos de urnas pré-incas.

Depois de Sillustrani, fim da aventura em Puno. Uma hora de vôo e desembarque em Arequipa.



Escrito por paulo goethe às 04h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


uma viagem do peru [arequipa - primeira jornada]

Arequipa é chamada de "la ciudad blanca", referência à sua arquitetura. Situada a 80 quilômetros do litoral e na base da cordilheira dos Andes, a 2,4 mil metros acima do nível do mar, é um oásis para quem foi atingido pelo "soroche". E vale cada minuto de permanência. Na Plaza da Armas, a catedral é referência.

Uma das boas opções para conhecer as principais atrações turísticas de Arequipa é se aventurar em um dos ônibus que oferecem roteiros de até quatro horas pelo entorno da cidade.Este da Bustour cobrava 35 soles, cerca de R$ 30 por pessoa, pelo maior trajeto. E ainda dava bombons, água mineral e uma viseira horrorosa de plástico para quem ficava na parte sem cobertura.

Cara a cara.

O centro histórico de Arequipa tem fachadas imponentes.

Dentro da própria cidade há muitas áreas de cultivo, aproveitando o sistema de irrigação da época dos incas. Garantia de alimentos frescos no mercado.

Na primeira parada, em um mirante, a visão do vulcão Misti, apenas adormecido.

O lugar era um belo cenário para um programa de culinária, mas o cozinheiro não conseguia acender o fogo.

Maravilhas peruanas: quinua, papaya arequipeña, uma espécie de maracujá e folhas de coca.

Segunda parada, em uma igreja cuja praça passava por obras.

Altar folheado a ouro.

Estes vasos enormes são um dos símbolos de Arequipa. Era onde se preservavam líquidos como a chicha, bebida fermentada de milho, de origem indígena, ou o vinho, herança espanhola.

Uma horda de turistas.

Portal da cidade.

O anjo.

As costas do anjo.

Símbolos.

Continuação do portal.

Ruazinha ao lado.

A cruz inca. Para "alfabetizar" os índios sobre o martírio de Jesus, os religiosos incrementaram a cruz com detalhes contidos na narrativa.

A Casa do Fundador, praticamente destruída após um dos vários terremotos que assombraram Arequipa, foi reerguida por um grupo de arquitetos dentro dos padrões do século XVI para se tornar um hotel de luxo. Mas virou um museu interessante sobre como viviam os espanhóis que vieram dominar a região.

O detalhe faz a diferença.

Pintura da escola cusquenha, onde a moldura também faz parte da obra.

Mobiliário de uma época mais recente.

Deixaram a tampa do sanitário de madeira levantada.

A casa foi ocupada por chilenos durante guerra com país vizinho. Soldados trocaram ofensas através de desenhos.

Como se dormia na época. Apesar do calor, dentro da casa tudo era fresco.

Um mapa do mundo como era conhecido.

A armadura monta guarda.

Espelho incrementado.

Lugar amplo.

A senhora espera interessados pelo seu gavião.

Outra parada interessante é no único moinho dos tempos coloniais ainda em funcionamento. Os cactos dão as boas-vindas.

Muito verde do lado de fora. Lugar para piqueniques.

O moinho roda sem parar.

Porque a água desviada de um rio movimenta a roda.

A padroeira de Arequipa.

Nossa Senhora e o menino Jesus com chapéus da região.

Na volta para a Plaza de Armas, um dinossauro desgarrado.

E uma Kola Escocesa para aliviar a sede antes do almoço. Tem gosto de xarope para a tosse.



Escrito por paulo goethe às 03h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 fiteiro, a matriz [2004-2008]