a voz do brasil [com ou sem diploma]

Em tempos de discussão da necessidade ou não de diploma de jornalista, o livro de Eugenio Bucci sobre sua gestão à frente da Radiobrás levanta o véu dos bastidores do primeiro governo Lula e, indiretamente, alerta para o risco da ausência de comprometimento com a ética no exercício da profissão. Sem regulamentação, como vai ficar a comunicação dos órgãos públicos? Aos que acreditam que a liberdade é algo como uma prerrogativa dos profissionais de imprensa, advirto que se trata de um equívoco primário: ela é um penoso dever para o profissional que, ao cumpri-lo, expõe-se. Liberdade não significa impunidade. O dever de exercer a liberdade significa que ele não tem outro caminho a seguir se quiser de fato exercer o ofício que lhe cabe. O dever da liberdade significa o dever de arriscar-se ao erro, de apresentar-se ao exame do público, ao julgamento dos iguais, às sentenças, às condenações. A liberdade não é apenas o primeiro: é também o mais árduo dever da imprensa. E, por fim, o ponto fatal: a liberdade não existe para a prática do elogio; ela existe para incomodar, para olhar a cena com espírito crítico. Página 226
Escrito por paulo goethe às 11h38
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cuidado com sinopses abobalhadas

A princípio, uma bobagem com molho. Dois irmãos em uma pequena cidade italiana que vivem às turras, na década de 1960, por causa de uma mesma mulher. Quem iria alugar um filme com esta história? Mas Mio Fratello È Figlio Unico, dirigido por Danielle Luchetti em 2007, tem mais sabor do que a sinopse insossa do verso do DVD. Agridoce, traça um panorama do clima político na Itália pouco mais de 20 anos depois do fim da guerra e da derrocada do fascismo. Entre Accio e Manrico, diferenças que o tempo aproxima. Coisa de famiglia.
Escrito por paulo goethe às 22h46
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